Sensei Vinicio Antony aplicando um Nage Waza – Numa demosntração do Karatê Jutsu.

Sensei Vinicio Antony aplicando um Nage Waza – Numa demosntração do Karatê Jutsu.


Desde os primórdios, pela necessidade de proteção pessoal,territorial e familiar, o homem criou técnicas e métodos de combate, os quais, através dos milênios, foram se desenvolvendo e ganhando “personalidade” – de acordo com as diferenças culturais, geográficas, genéticas e, até mesmo, religiosas e políticas.

As artes marciais foram criadas com o objetivo único da supremacia de um homem sobre o outro, seja individualmente ou entre povos. Contudo, de forma inversamente proporcional ao desenvolvimento bélico das nações, as artes de combate corporal (marcial é relativo à Marte, nome romano de Ares – deus da guerra na mitologia grega) iam perdendo sua importância, sobrevivendo na maior parte do mundo apenas como “jogos” de disputa ou confraternização.

Porém, um efeito reverso se deu no Oriente – particularmente enfatizado em Okinawa. Onde o contínuo desenvolvimento das técnicas de luta no objetivo de garantir a segurança e legitimidade de suas vidas e posses tornava-se imperativo.

Desde o séc. XVI, quando a proibição real forçou os guerreiros de Ryukyu (atual Okinawa) a abandonarem suas espadas, o intercâmbio cultural e comercial com a China e outras nações do sudeste da Ásia permitiu um desenvolvimento peculiar das artes de combate corporal nesse arquipélago que culminou no que chamamos hoje de Karatē.

Karate Jutsu  era referido também como ToTe Jutsu, To De Jutsu  ou mesmo Toudi Jutsu, que são representadas pelos ideogramas: 唐 手 術 – numa época em que as artes marciais eram ensinadas como pura disciplina de combate, em círculos fechados e numa linha estrita de mestre/discípulo e o sufixo *Jutsu designava unicamente um conhecimento técnico.

*Jutsu (術) é a palavra, japonesa, utilizada à tudo que refere-se à técnica ou arte.

Karate Jutsu é a antiga arte de Okinawa, desenvolvida através de séculos de contato, estudo e compilação de inúmeras técnicas de combate como o Muay Boran, Kung Fu, Ju Jutsu e Tegumi. No entanto, antes de qualquer cisão, quando não existiam competições esportivas e onde a única finalidade era a eficiência letal em combate.


O Karate Jutsu como “Arte” de combate alcança todas as nuances de uma luta, com técnicas aplicáveis a qualquer campo em que a luta transcorra, e de acordo com as características de seu oponente. Definindo-se assim como uma “Arte” de estratégia, inteligência e eficácia. Na estrutura do Karate Jutsu existem três grandes grupos de técnicas, são elas:

1. Atemi Waza (Golpes de impacto percussivo – Luta em pé)

O Waza (golpes longos), Ura Waza (golpes curtos), Renzoku Waza (golpes em sequência), Uke Waza (bloqueios), Sabaki Waza (esquivas), Harai Waza (golpes de varredura), Kuzushi Waza (desequilibrios), etc.

2. Nage Waza (Golpes de projeção – Quedas)

Koshi Waza, Ashi Waza, Sutemi Waza.

3. Ne Waza (Golpes de torções e estrangulamentos – Luta no solo)

Ossae Waza (tecnicas de imobilização), Shime Waza (técnicas de estrangulamentos), e Kansetsu Waza (chaves articulares).


• Graduação (Faixas)

  • Branca, Amarela, Laranja, Verde, Azul, Roxa, Marrom;
  • Preta de 1º à 5º Dan;
  • Vermelha e Preta 6º e 7º Dan;
  • Vermelha 8º e 9º, e Branca 10º.
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